Há momentos em que se lembra de algo engraçado e cai na gargalhado sozinho, mas e quando se lembra de algo nem tão engraçado assim?!
Em momentos de fragilidade, me vem lembranças, inicialmente doces, recheadas de sorrisos, de beijos, de carinhos, de abraços, de olhos nos olhos, de promessas, de loucuras, de mãos dadas... São tão doces e suaves que me pergunto onde eu errei para torná-las em meras lembranças. Neste momento as cores vão desbotando, as flores murchando e os sorrisos ficando tristes, tudo se torna cinza, nem preto, nem branco apenas cinza, sem vida, com beijos sem sentimentos, com olhos baixos, com poucas palavras, sem tempo, sem nada, agora só o meu coração acelera, só as minhas mãos suam, existe apenas os meus sentimentos, então me lembro de procurar o seu olhar, de procurar a sua boca, de tentar sentir você, eu lembro do vazio, de estar agora em segundo, terceiro, quarto plano, lembro das desculpas, das minhas lágrimas, dos meus soluços, da dor... Então me lembro que as lembranças não acabaram... Me lembro da saudade, dos beijos apressados, dos encontros rápidos, dos abraços fracos, me lembro do álcool, do carro e da pele, nesse momento não consigo lembrar dos seus olhos, do sentimento, apenas pele... Por fim lembro da dor insuportável, do choro incontrolável e do amor acabado, se é que teve a reciprocidade, lembro de tentar te agredir com minha dor, com minhas palavras, com a minha insanidade, então me lembro da tentativa de adeus, das suas palavras erradas, do meu último ato desesperado de apagar você da minha vida, então eu me lembro que tudo me faz lembrar você, uma musica, um perfume, um filme, uma pessoa, descubro que meu coração me odeia e minha mente prega peças, eu escrevo, me contradigo, tento me envolver, não consigo, então do nada eu te encontro, agora imagina tudo isso que eu escrevi passando na minha cabeça em três segundos... Eu te abraço, só escuto meu coração bater acelerado, sinto seu cheiro, seguro o choro... Quero fugir e ficar ao mesmo tempo... Quero te ver, olhar em seus olhos e fingir que tenho equilíbrio... Começa tudo de novo, eu te odeio, mas me odeio mais por não conseguir te odiar por muito tempo... Eu rezo, peço a Deus, mais uma vez, para te esquecer, mas a minha primeira lembrança na manhã seguinte é o seu sorriso, o seu cheiro...
Se você vai ler, eu não sei, como tudo em sua vida eu sou a ultima a saber.
UM AVISO! Não tenha pena de mim, não quero isso, não quero esse sentimento, se não pode me dar o que eu desejo, então não me de isso! Ninguém! Pena... odeio essa palavra! Agora Culpa... é uma bela palavra, um sentimento que cresce em você como erva daninha... e esse sentimento é meu somente meu, porque fui eu quem fez todas as escolhas, de me envolver, de me importar, de sentir, deixei que essa "coisa", chame como quiser, crescesse em mim... Agora só não sei como fazer para ela ir embora...
O coração prega peças, então um conselho para os desavisados... Escute a razão!!

Puuuutz, como eu queria que essas coisas fossem apenas ficção e que vc não sofresse tanto...
ResponderExcluirMe parte o coração ver uma das pessoas que eu mais amo se sentir assim e eu não poder fazer nada.
Infelizmente não posso fazer passar essa dor, mas posso te dar apoio e estar sempre com vc, mesmo que no coração, enquanto vc estiver passando por momentos difíceis...
Prima, lembre-se sempre que EU TE AMO!!
Just Have a Little Faith...